Orange is th New Black

“I know how easy it is to convince yourself that you are something that you are not… Keep yourself so busy that you don’t have to face who you really are. I am scared that I’m not myself in here and I’m scared that I am. It’s coming face to face with who you really are. The truth catchs up with you in here and it’s the truth that’s gonna make you a bitch” Orange is the New Black

Muitas coisas tem mexido muito comigo ultimamente. Ando vendo tudo com outros olhos, mais críticos e curiosos. A frase acima é da personagem Piper de “Orange is the New Black” e ela tem tudo a ver com o meu momento atual. A diferença entre nós duas é que ela está na prisão e eu na Holanda, um dos países mais livres do mundo. E o que nos faz tão parecidas?
Quando eu morava no Brasil, tinha uma vida extremanete confortável, eu diria. Meu trabalho era perto de casa, eu tinha alguem que me ajudava semanalmente com afazeres domésticos, vivia ocupada com ensaios de ballet, compromissos sociais e fofocas sem maldade e a unha por fazer toda a semana. O colo da mãe estava sempre disponível. Morar na Holanda parecia que seria a continuação desse conto de fadas… Só que não. Por um tempo, transportei minha atenção e ocupação a viagens, fotos, compras, academia, aparência… meu novo mundo onde tudo era novo e atraente. Mas, de repente, nada disso fez mais sentido e toda a minha zona de conforto estava do outro lado do oceano. Tudo e todos que eu amo estavam longe. Nada mais preencheu. E eu me senti então vazia e com medo…. Porque chegou o momento em que tive que ficar cara a cara comigo mesma, com quem eu realmente sou… Revendo valores de uma vida inteira, do meu passado, da minha criação, família, amizades, conceitos de futuro, trabalho e felicidade. A verdade bateu à porta do meu coração e o fez tremer como nunca. E não há nada mais revelador do que conhecer uma outra versão de você mesma, ou melhor, quem você é de verdade, a quem você precisa conhecer, reconhecer e então amar. Tive a sorte de passar por tudo isso com a ajuda de duas pessoas que eu amo: Deus e meu marido, que em momento algum passaram a mão na minha cabeça mas sim abriram meu olhos pra essa nova fase de forma gentil e amável. E com certeza, eu e Piper sairemos dessa transformadas e renovadas e muito mais fortes, maduras e preparadas.

Um sábado em Paris!

Se você tivesse apenas um dia para passear Paris, o que você faria?

Neste último final de semana visitei Paris, com uma amiga, já que o Gui está viajando. Saí de Leiden (pertinho de Amsterdam) cidade na qual trabalho, de carro, em direção a Paris. Passei pegar minha amiga quase na fronteira com a Belgica e seguimos viagem. Chegar em Paris de carro não foi simples e foi, no mínimo, divertido. Trânsito complicado, franceses mal educados. Mas enfim, chegamos no hotel às 22hs. Jantamos num café pertinho do hotel. Passearíamos sábado e voltaríamos para a Holanda domingo cedo.

O roteiro para sábado foi meio improvisado, mas foi muito completo e consegui visitar e fazer tudo que amo em Paris.

Começamos pelo Torre Eiffel, lotada de turistas, cedinho. Seguimos em direção ao Arco do Triunfo, com uma pausa para o café da manhã. Depois, seguimos pela Champs Elysee, parando nas vitrines, claro!! Chegamos na Place de la Concorde, lindissima e imponente. Logo mais a frente está o Louvre, mas chegamos até lá passando pelo Jardin des Tuileries, onde os franceses esticam as pernocas e tiram cochilos ou leem livros nas confortáveis cadeiras ao redor do chafariz. Passando o Louvre, seguimos em direção ao Rio Sena e suas pontes encantadores. Cruzamos o rio pela Pont des Arts (a dos cadiados românticos!) e finalmente, chegamos na minha área favorita em Paris, o Saint Germain. Almoçamos um crepe delicioso, num lugar aconchegante e barato. E lá ficamos, andando, apreciando os cafés, o charme francês. Voltamos ao hotel, para um descansinho e jantamos no Le Commerce Café, meu restaurante preferido!!

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Fim de semana em Reims!

Reims é uma comuna francesa na região administrativa de Champanha-Ardenas, no departamento Marne. Estende-se por uma área de 46,9 km² e fica a 418Km de Rotterdam!

Comecei a preparacão para esta viagem decidida a não ficar não num hotel no centro da cidade, mas em algum lugar mais no country side pra ter uma caracteristica de viagem ainda mais romântica!!! A busca pelo tal “hotel romântico no interior da Franca” não foi tão facil! Além do usual booking.com procurei por muitos bed and breakfast, muitos sites com indicacões, e enfim encontrei esta fofura: Le Presbytère de Sévigny‏

Saímos de Rotterdam sexta feira, 16hs, de carro. Passar por Antuérpia e Bruxelas no horário de pico foi barra. A chegada no bed and breakfast foi uma aventura, pois já era de noite e estávamos muito no interior meeeeeesmo, passando por vilazinhas rurais minúsculas no interior francês. Chegamos no nosso chambre por volta de 21hs e o nosso host, muito querido, sorridente e gentil, nos ofereceu pães, queijos e um vinho como jantar, já que era tarde e tudo por perto – leia-se: 20km, estaria fechado. Que delícia!!! Tudo muito à francesa!! Como é bom sermos recepcionados assim e sermos tratados de forma especial!

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O que fazer em Reims? Basicamente: visitar champagne houses. As TOP da nossa lista eram: Veuve Clicquot, MOET & CHANDON, GH Mumm. Liguei para todas… ou fechadas ou a visita ja lotada. Que tristeza! Continuei pesquisando blogs, sites que indicassem boas champagne houses. Algumas ficavam a 150, 220km do nosso hotel… o que tornaria o passeio inviável. Enfim, escolhemos a Taittinger, que fica a 44 minutos do nosso hotel e um pouquinho afastada do centro de Reims! O tour foi em inglês e durou uma hora! Adorei conhecer como se faz uma champagne, mas confesso que não foi a hora mais legal do mundo!!

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A Veuve Clicquot fica do ladinho e fomos alí conhecer a boutique e tirar algumas fotos! Coisa de 5 minutos!

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Seguimos então para, o que consideramos, a parte mais linda do passeio. Fomos em direção à Versy onde se localizam vários produtores de champagne. E passamos por muitas plantações de uvas. Paisagens lindas!! Dia lindo, temperatura agradável, tudo perfeito!

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Início da tarde foi o momento de conhecer o centro de Reims, a famosa Catedral (muito linda e imponente) passear pelas ruas encantadores e charmosas!!!

Uma dica importante: alugar um carro eh essencial! Sem carro, fica um pouco difícil acessar todas as belezas da região!

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Reims nos surpreendeu muito e ficou marcada com uma das viagens mais românticas que já fizemos!

Os campos de tulipas na Holanda!!

O post é atrasado mais muito válido!

Nós visitamos os campos de tulipas na Holanda no final de Abril (2014)! Saímos um dia mais cedo do trabalho e, como nessa época do ano, o dia fica claro até aproximadamente 23hs (sim, mas dá até agonia!) o fim de tarde foi bem produtivo. Curiosamente, os holandeses nem dão bola pra essa “atração”, muitos nunca foram visitar. Nós não queríamos ir no parque das tulipas, o Keukenhof. Então seguimos até uma cidadezinha chamada Lisse, perto de Amsterdam, e por alí, entrando em estradinhas rurais, nos deparamos com essas paisagens de tirar o fôlego e fazer o coração acelerar!

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De volta ao estudo!

Logo que comecei a trabalhar aqui na Holanda notei que muitas pessoas falavam de um tal de APICS. Eu não entendia o que era isso e nem me interessei muito em saber. Afinal, muita novidade ao mesmo tempo.  Apenas entendi que era como um curso, que requisitava muitas horas de estudo e no final você faz um teste, se passar, recebe uma certificacão, mundialmente reconhecida.

Nesse segundo ano de Holanda, cheguei das ferias no Brasil com gana de estudar. Ja que tenho pouca vida social, tempo livre durante a semana e queria fazer mais alem de ir pro ballet/academia.

Mas estudar o que? Ai lembrei do tal do APICS. Fui me informar melhor sobre a tal certificacão: APICS, is a not-for-profit international education organization, offering certification programs, training tools and networking opportunities to increase workplace performance. A sigla significa:  American Production and Inventory Control Society. Decidi entrar nessa. Escolhi o APICS CPIM (Certified in Production and Inventory Management), busquei instituicoes de ensino que oferecem aula (muitas pessoas da minha empresa estudaram sozinhas, mas dai pra mim ja e demais!!)

Então ontem, depois de 6 anos sem estudar, voltei a frequentar aulinhas. Com caderno, marca texto e varios post its, igualzinho quando eu estudei vorazmente para passar na Federal! Sao aulas a cada duas semanas, e muito, mas muuuuuuuuuuito material para estudar sozinha. Então, novo schedule pra semana inclui varias horas de estudo! Estou bem feliz e empolgada com essa decisão!! Afinal, aprender nunca e demais!!

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O que eu aprendi em 1 ano de Holanda

1. Aprendi que o amor que sinto pelos meus pais é infinito, indescritível, puro, o mais verdadeiro.

Porque a gente só da valor quando está longe!

2. Aprendi que o amor de casamento é: uma convivência saudável, com carinho (ver tv abraçadinhos, lavar louça se divertindo), romantismo nas pequenas coisas, ajuda ( ” vc tira o lixo hj?” “Pega aquele meu casaco na lavenderia?”, ” compra o meu shampoo?”) confiança, apoio, diálogo.

Acho que no Brasil tínhamos tantos estímulos externos e eventos sociais que mal tinhamos tempo pra nós dois, pra nos conhecermos e termos tanta intimidade e evoluir na nossa relação.

3. Aprendi que a melhor característica que um profissional pode ter é o poder de adaptação.

Porque vc pode ser guru e destruir no excel, mas se não souber engolir sapo, ouvir respostas que no seu país seriam um insulto, aprender tudo e trabalhar o tempo todo em inglês, entender que o que é normal pra você é bizarro pra outra pessoa e vice e versa, meu amigo, pode ser formado na NASA mas você não vai se dar bem.

4. Aprendi a encarar meus medos.

Medo de dirigir em outro país, medo de pegar trem sozinha, medo de não encontrar emprego, medo de perder os amigos no Brasil. Encaro, dou um jeito de lidar com eles até que eles não são mais medo, são apenas situações.

5. Aprendi a ser organizada.

Sempre fui, na verdade. Mas aqui, um deslize acaba com a minha rotina. Não saber onde está a chave da bike, perder o cartão de débito, não descongelar o frango…. E eu não me dou bem no improviso. A minha semana é definida no domingo, os detalhes do dia seguinte (como, qual roupa usar) são decididos no dia anterior. Tudo pra não perder tempo, não me irritar com contratempos.

… Ansiosa para os Aprendizados de Holanda – Parte II

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A crise dos 30 chegou nos 29

20 de setembro de 2014. Faltam 118 dias para o meu aniversario de 30 anos. Nesse exato momento, estou no hall das salas de conferencia do Marriot Hotel em Bruxelas. Vim aqui conhecer um MBA tour. As mais conceituadas universidades do mundo ( as mais mesmo, tipo Harvard, Insead e MTI) estao aqui pra mostrar o que elas tem de melhor pra oferecer se vc for estudar la. Algo so tipo: vc sai de um MBA desses podendo escolher em qual empresa será um CEO. Estou vendo meninas com seus 26, 27 anos, vestidas de executivas…. Mas eu nao quero saber de nada disso. Porque nesse exato momento, 9:16 de uma manha de sábado estou em crise existencial. Bateu aquele sentimento de: olhei pra tras, me perguntei o que eu fiz profissionalmente e pessoalmente da minha vida. I’m taking for granted, I know. Mas, num balanço geral, o que eu fiz dos 20 ao 30? E bateu um desespero ao pensar não no que eu fiz (porque isso não posso mudar mais) mas sim no que eu poderia ter feito (um sentimento de arrependimento rasgando por dentro) e, pior, o que eu vou fazer daqui pra frente (porque eu nao tenho nenhuma brilhante idéia!!!) Dos 20 aos 28 eu trabalhei na Volvo do Brasil, ok, mas lá eu fui só mais uma Analista de Logística, cumpri as minhas obrigações de forma básica, das 8hs as 5hs e depois ia pro ballet, encontrava as amigas… Eu sei que ter comprado meu apartamento aos 26, casado aos 28 e me mudado pra Holanda, onde hoje trabalho numa multinacional, são grandes feitos, grandes mesmo e eu aprecio isso em mim. Mas poderia ter feito mais. Poderia ter sabido o que era GMAT antes, poderia ter pensado em empreendedorismo antes, afinal, agora, a 118 dias dos 30 estou desesperada e preocupada pensando: como vou conciliar o lado profissional com filho (sim, porque o desespero de “quando eu vou ter filho?” Como eu vou cuidar de um filho?” bateu e bateu forte.) E mais: o que eu vou fazer da
vida daqui pra frente… Invisto em ser uma funcionária, me capacitar pra daqui uns 2 anos ser líder, gerente, coordenadora? Será que eu sei fazer isso? Será que eu quero fazer isso? Será que me dedico a empreender? Empreender o que? Ou será que isso é muita pira pra uma manhã de sábado e, cabe a mim continuar levando a vida que levo, da melhor maneira possível, e tentar ouvir melhor os planos que Deus tem pra mim afinal, se tem uma coisa que eu acredito é que Ele sabe todas as respostas pra essas minhas perguntas e está preparando um futuro muito melhor do que eu mesma possa imaginar.

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Um 07 de Setembro com cara de Ano Novo

07 de Setembro de 2014. Cheguei na Holanda após férias de 2 semanas no Brasil. Há exatamente um ano atrás eu estava chegando aqui pela primeira vez, sem (quase) nada. Um ano se passou. Ano maravilhoso, o mais especial da minha vida. Um ano de Holanda. Quando olho para trás e vejo tudo o que aconteceu me veem no coração sentimentos de gratidão (ao Gui, por ter me “carregado junto” nessa oportunidade, aos meus pais, que me proporcionaram educação para que eu pudesse ter feito uma ótima faculdade e ter aprendido inglês – essencial para isso aqui dar certo-, aos holandeses, que me recepcionaram em seu país, me acolheram, não tão calorosamente rs, à Volvo, pela experiência profissional) mas acima de tudo, a mim mesma, que vivi, cada dia deste ano com emoção e intensidade. Houveram momentos difíceis (trem que para no meio do caminho, remédio inadequado que me fez ter problemas hormonais, chuva e vento ao mesmo tempo quando eu estava na bike, pessoas difíceis no trabalho…) aprender uma nova cultura, tão forte e marcante e, acima de tudo, me adaptar a ela não foi fácil. Mas os momentos maravilhosos foram infinitamente mais significativos. Eu não consigo imaginar uma outra circunstância em que eu e o Gui colocaríamos nossa paciência, união e amor tão a prova. O resultado= nos fortalecemos e nos unimos a ponto de nos considerarmos um só. Somos tão unidos, tão juntos e tão somente nós que nossos costumes, hábitos e gostos se fundiram. E hoje vivemos um amor pleno, sereno, carinhoso que aprendemos aqui, nessa experiência. E refletindo tudo isso percebi o quanto eu AMO estar aqui. Amo essa cidade, cada cafe, cada cantinho, cada lojinha, cada esquina. Amo nosso mercado, amo os produtos que compramos toda semana. Amo pegar o trem pra ir ao trabalho, amo os cafés da manhã de sábado com o melhor iogurte com granola e mel na padaria da esquina, amo o canal na frente da minha casa, cheio de patinhos engraçados. Aprendi a amar cada segundo da minha vida na Holanda. Estou motivada e renovada para mais um ano de descobertas, viagens (ahhh, as viagens!!!!), desafios, dias bons, dias ruins, dias de luta, dias de glória. Como é bom amar e sermos gratos pela vida que temos!!!

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